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Fim de semana na Serra Catarinense

Com esse frio(zinho) que está fazendo no sul do país, como não pensar em visitar a Serra Catarinense? Programamos dois dias (10 e 11 de junho), para passear por Urubici, Bom Jardim da Serra e São Joaquim, com apenas uma noite hospedados em Urubici. Nosso roteiro foi o seguinte:

1º Dia - Urubici

Como já estávamos em Itapema na noite de sexta-feira, foi mais pratico e econômico sair no sábado de manhã bem cedo. Fizemos o caminho pela BR-101, até Palhoça e de lá pegamos SC-282 em direção a Urubici. Após passarmos por Santo Amaro da Imperatriz, o caminho fica muito bonito e a estrada é relativamente boa.

Havia programado chegar na cidade por voltar das 8h30. Como enrolamos um pouquinho na saída, acabamos chegando pouco antes das 10h00. De qualquer forma ainda foi um bom horário.

Logo na chegada fomos retirar uma autorização para subir o Morro da Igreja, na parte da tarde. Já fazem alguns anos que o ICMBio cuida desta subida. O que é muito bom, pois acaba limitando a quantidade de carros lá em cima. Eu já havia feito uma reserva pelo e-mail: agendamentoparque@hotmail.com , informando: nome completo, data e período da visitação. Após isso, você ainda deve retirar sua autorização pessoalmente na sede do Parque Nacional em Urubici - SC, na avenida Pedro B. Warmling, 1542 (avenida atrás do Banco do Brasil), no dia agendado, das 8h00 às 12h00 ou das 13h00 às 16h30 para o mesmo dia. Das 16h30 até 18h00 somente para o dia seguinte.

Em seguida fomos para Serra do Corvo Branco, que fica na mesma direção do Morro da Igreja, na SC-370. Após alguns quilômetro de um ótimo asfalto, começa uma estrada de chão com um percurso um pouco complicado. Estávamos com um carro pequeno e indo devagar. Mesmo assim levou apenas uns 30 minutos do centro de Urubici até lá.

Serra do Corvo Branco

Ficamos um bom tempo por lá, tem uma vista muito linda, mas foi o pior frio que senti na vida! Ao passar no meio das fendas onde não bate sol, era quase impossível ficar parado sem tremer.

Muita gente estava subindo e descendo a serra, por sorte um dos carros parou e começou a vender queijos, chocolate quente, quentão e pinhão. Obviamente o meu quentão ficou quente só por uns 2 minutos, mas estava bem gostoso. Até compramos um pedação de queijo (que alias, foi esquecido dentro do carro até a noite seguinte, mas era tão frio que ele ficou bem conservado rsrs).

Próxima parada: Morro da Igreja, onde pode-se avistar a Pedra Furada.

Para evitar neblina, o melhor horário de visitação é das 10h00 às 15h00. Tivemos muita sorte na nossa subida, além de ser um dia com bastante sol (e mega frio), tinha apenas um carro estacionado lá em cima. No trajeto todo da subida não passamos por ninguém. Apenas por um guardinha que correu atrás do nosso carro para pegar o papel da autorização. Pois é... quando passarem pela guarita, mesmo que não aviste ninguém, lembrem de parar!

Antes de chegar no topo do morro, você pode visitar a Cascata Véu de Noiva. Para entrar tem uma pequena taxa de R$5,00 por pessoa e no local tem restaurante e banheiros. Deixamos para visitar o local só na descida.

Como tínhamos reserva em uma pousada no caminho de volta ao centro, acabamos parando para descansar. Era apenas uma descansadinha de 30 minutos, largar as coisas no quarto, beber algo e já sair, mas não deu muito certo. Meu companheiro de capotou e deu peninha de acordá-lo.

Por indicação, havíamos programado subir o Morro Campestre no final do dia, mas quando chegamos fomos informados que teria uma caminha de no mínimo 20 minutos e não daria tempo de chegar e descer com sol. Já estava escurecendo. Eles só liberam a subida de carro se for 4x4. Infelizmente não deu para fazer esse passeio, mas o caminho foi divertido, estava um pôr do sol lindo, provamos que o HB20 pode virar um jeep naquelas estradas e passamos até por uma galinha suicida (juro, ela esperou a gente passar para se jogar na frente do carro... mas esta viva).

2º Dia – Urubici – Bom Jardim da Serra – São Joaquim

Esse dia era para ser inteiro em Bom Jardim da Serra e no retorno para casa passar por São Joaquim. Como nossa pousada era bem convidativa, acabamos pulando um pouco nossa programação e deixando alguns passeios de Urubici para esse segundo dia.

Dentro da caverna

Nossa primeira parada foi na Caverna Rio do Bugres, que também é uma área particular e tem uma taxa de R$5,00 por pessoa. O local até é interessante, mas priorize outros passeios, pois ele é um pouco fora de mão. Tem algumas cavernas para passar dentro e uma trilha até o rio. O local é bonito, mas não entraria novamente no nosso roteiro.

Seguindo para Bom Jardim da Serra, faça uma parada na Cachoeira Cascata do Avencal, pagamos uma taxa de R$10 por pessoa, mas se eu não me engano o valor varia conforme o período, pois havia lido que era mais barato. Além de uma cachoeira lindíssima que pode ser avistada de diferentes ângulos, você também tem a possibilidade de fazer uma tirolesa (taxa a parte).

Antes de chegar na estradinha que da acesso para entrada da cachoeira, também tem as Inscrições Rupestres. Acabamos não visitando, pois eu já conhecia e preferimos pular essa parada.

O caminho até Bom Jardim da Serra é muito lindo! Fomos direto para o mirante da Serra do Rio do Rastro, que estava lotado. Mesmo assim, deu para apreciar a bela paisagem. Para quem tem mais tempo e está afim de fazer uma caminhada, vimos alguns carro parados na rua um pouco antes de chegar no estacionamento do mirante e o pessoal indo a pé até à borda de um cânion. Não sei dizer em que altura era, também não tem placas indicando, pois é um caminho a parte onde não tem cerca. Mas era bem visível da estrada, fácil de achar. Quando estávamos lá no muro tirando fotos, vimos algumas pessoas caminhando naquele gramadão até a bordinha. Confesso que deu uma certa inveja.

Pouco antes de começar a descer a serra, tem o Parque Eólico de Bom Jardim da Serra, e o acesso ao Cânion da Ronda. Pagamos uma taxa de R$10 por carro e havia pouquíssimas pessoas (todos os turistas da região estava no mirante da Serra). Sou suspeita a dizer, mas destas cidades próximas esse é o local que eu mais gosto de visitar. Aquelas torres com hélices gigantescas, a paisagem 'diferentona' com algumas rochas logo ao lado, e o cânion ali pertinho? É muito legal! Recomendo essa visita na programação de todos.

Decidimos não descer a serra, nem até o primeiro mirante (que era a ideia). Já desci uma vez, e prefiro a vista lá de cima. A menos que você tenha algo para fazer para aquelas bandas, não acho muito viável. Dependendo do dia é super movimentado e você anda bem devagar (tem tanta curva que nem tem como ir muito rápido). Para nós que tínhamos um caminho de volta até o Vale do Itajaí, seria completamente fora de mão.

Agendamos uma visitação na Vinícola Villa Francioni, para as 15h00. E mesmo pegando um caminho bem errado (muito cuidado ao seguir o que o gps indica), explorando os interiores de São Joaquim, tendo que voltar tudo, acertar o caminho... YES! Deu tempo. E sim, na verdade é bem fácil, o gps que estava maluco.

Eu que não entendo nada de vinhos, e passei a vida toda tomando aqueles beeeeeeeem doces, super indico o passeio. O local é lindo! Tem uma história interessante e depois você ainda aproveita para degustar algumas opções. Agendei pelo site para garantir vaga e pagamos no local o valor de R$30 por pessoa. Se você não for fazer a visita guiada, mas estiver para aqueles lados, vale a pena pelo menos dar uma volta lá por cima. Tem uma vista bacana e a construção por fora já vale algumas fotos.

Não vimos neve (havia nevado no dia anterior), mas vale a pena conhecer a região com e sem frio.

Observações:

- Em Urubici e Bom Jardim da Serra tem poucos postos de combustível. Após saírem de Urubici, não tem nenhum atééééé chegarem em Bom Jardim da Serra.

- Se você, assim como nós, só tem um fim de semana para aproveitar, procure hospedagens em Urubici ou Bom Jardim da Serra. Os atrativos de São Joaquim, não tem nem comparação com os outros lugares.

- ''Eles comeram durante o dia?''. Mais ou menos rsrs. Se eu for sentar para comer, já sei que perderei um bom tempo. No sábado tínhamos alguns lanches junto e deu para sobreviver tranquilo. A noite jantamos no Restaurante la Fondue Muller, e foi uma perdição! Indico: sequencia de fondue salgado e doce . Chegamos umas 18h30 e nosso prato chegou bem rápido, mesmo assim, saímos quase 20h30 (eu não posso ver comida boa). O bom de chegar cedo é não pegar fila. Na hora de sair havia muita gente esperando e chegando, e se eu chego lá com fome e vejo a fila daquele tamanho, já entro em depressão.

- Existem mais cânions e atividade na região. Alguns lugares você só chega a pé ou com cavalo, mas isso exige mais tempo ou talvez ir só para isso. Tem lugares que você só chega depois de 1 hr, 3 hrs de caminhada... fora o tempo que vai aproveitar no local e o seu retorno.

Vai para lá e ficou com alguma dúvida? Deixa seu recado.

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